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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Rafael Botelho: um nome a não esquecer na área do Motocross!

Sempre gostou de motas, veiculoque conduz, profissionalmente, desde os 9 anos. Actualmente, o MotoCross é já uma parteintegrante da sua vida que não pensa abandonar!Falamos de Rafael Botelho, que o troféu Fuchs Silkolene premiou com o 2º lugar, na categoria de iniciados!
AM- Nome completo
RB- Rafael Alves Botelho
AM- Fale-nos um pouco da sua vida pessoal.
RB- Nasci em Lisboa, mas vim para São Miguel muito novo e gosto de viver aqui, pois é uma ilha fantástica. Tenho 12 anos. A nível académico, passei este ano para o 7ª Ano de escolaridade. Em relação ao futuro, sou muito novo. Ainda não tenho muitas certezas, mas talvez Engenheiro Mecânico e como hobbie o MotoCross.
AM- Como entrou no mundo do MotoCross? Como surgiu a ideia?
RB- Eu era muito novo e já estava habituado. O meu pai tinha uma mota, não de Cross, mas, sim, de passeio e eu gostava de o ver. Depois aos cerca de 4/5 anos tive a minha primeira mota, uma pequenina. Entusiasmei-me muito, fiz estágios e aos 9 anos comecei a praticar competição. Aí comecei a competir a sério!
AM- O que o fascina no mundo das motas?
RB- Fascina-me, essencialmente, a liberdade de estar com um veiculo nas mãos, de ser meu. Pratico outros desportos, mas o MotoCross é um desporto que gosto muito de praticar.
AM- Esta prova exigiu muito treino?
RB- Sem dúvida. Pratico quase todos os fins de semanas, mas a competição de 10 de Setembro do Troféu Fuchs Silkolene exigiu muito de mim. Durante as férias, treinei, em média, umas duas horas por dia, durante duas semanas, pois, como em tudo, há que haver alguma preparação. Além disso, fazemo-lo com muito dedicação. Mesmo os meus colegas da escola, no inicio achavam tratar-se de um desporto maluco, mas depois de assistirem, dizem estar enganados. E têm razão. Sim, porque nós não temos conta Kilómetros, pois temos que dar saltos e contornamos obstáculos. Não é possível andar muito depressa. É sobretudo, uma questão de perícia. Muita perícia e muita técnica, agilidade e rapidez.
AM- Regra geral, quantas provas/campeonatos se realizam anualmente?
RB- O ano passado foram 4 campeonatos. Este ano temos 3, todos separados, em datas diferentes. Não podem ser perto uns dos outros, pois temos que estar em vários sítios.Temos o campeonato mais importante a nível regional que nos leva até ás ilhas do Faial e Terceira. Para o próximo ano, penso começaremos a ir também a Santa Maria. Em termos de provas realizadas fora dos Açores, há pilotos de cá que fazem representações nacionais e mesmo internacionais, muitos deles meus amigos e do mesmo escalão. Eu nunca tive essa oportunidade, mas gostaria de o fazer, para ver como é competir lá fora.
AM- E quanto ao patrocínio da Suzuki e Garça Tainha? Como surgiu?
RB- Estou muito satisfeito por, a partir de 2007, ser patrocinado pela Garça Tainha, pois é uma associação de desenvolvimento que ajuda crianças à integração das crianças no desporto (e não só) e várias pessoas com problemas. A associação, na figura do seu gestor, o Dr. Armando Pereira, constatou ser, realmente, necessário patrocinar o esta área e a oportunidade surgiu. O patrocínio ia ser lançado apenas em 2007, mas foi antecipado devido à prova marcada para o dia 8 de Outubro, na qual os pilotos nacionais do escalão de iniciados virão a São Miguel competir com os regionais. E é uma prova que, certamente, terá um maior destaque em termos de imprensa escrita, tanto dentro como fora do pais.Quanto à Suzuki, é uma marca da qual gosto muito e que tenho muito gosto em representar.
AM- Como conjuga esta actividade com os estudos?
RB- Nas férias treinava todos os dias! Agora que se inicia um novo ano lectivo, será a escola nos dias úteis e o MotoCross aos fins de semana. Assim terei de conjugar estes dois aspectos.
AM- Projectos?
RB- Espero chegar ao escalão rainha, que são a Elite, mas tudo depende também dos estudos. Se estes correrem bem!
A GARÇA TAINHA E O PATROCÍNIO PARA 2007
Armando Pereira, gestor da Associação Garça Tainha, explica que a referida associação foi fundada por pessoas das freguesias de Ponta Garça e da Ribeira das Tainhas, no âmbito de um grande projecto de “luta contra a pobreza”.“Criamos uma associação de intervenção a nível de desenvolvimento local e social e foi nesse contexto que decidimos apoiar e divulgar o desporto, neste caso concreto, o MotoCross juvenil”-explica.Lembra ainda que os jovens de hoje são “o nosso amanhã”. Dai a necessidade de os “preparar como seres humanos, como pessoas”, para que o futuro de todos tenha “mais qualidade e seja mais justo”. Aspecto, este que considera prioritário, em relação ao “ganhar” sempre tão ambicionado em qualquer desporto.O gestor da associação afirma ainda que, de momento, “o patrocínio irá apenas para o vice campeão regional, Rafael Botelho”. Por outro lado, lembra também a possibilidade da Garça Tainha mais tarde, apoiar outros jovens. Tudo isto, evidenciando que “o objectivo não é apoiar o MotoCross profissional, mas sim o amador e sempre na área juvenil, de iniciados”, pois, como volta a referir, trata-se de “preparar o futuro”.Relembra também tratar-se de uma associação sem fins lucrativos, para a qual este patrocínio será uma “mais-valia” em termos de divulgação da mesma.Quanto ás potencialidades deste desporto na Região, Armando Pereira reconhece que o MotoCross está no seu “inicio” e aproveita para salientar também a necessidade de haver mais patrocínios, sem os quais os jovens não conseguirão atingir os seus objectivos.Para contactar com a Garça Tainha, poderá fazê-lo para o telefone 296587369 ou através do endereço electrónico: associacao.garcatainha@clix.pt.

Raquel Moreira
Public in "Atlântida Magazine", November 2006.

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