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quarta-feira, 2 de julho de 2008

A aventura levou-o longe!

Concurso Jovens Talentos

Conseguir o primeiro lugar entre 10 mil concorrentes não é tarefa fácil, mas o micaelense Alexandre Pacheco não parece ser da mesma opinião. Bastou-lhe escrever a continuação do conhecido livro de aventuras Eragon e Eldest, do escritor Christopher Paolini, para ganhar o concurso nacional Jovens Talentos. Ler é para Alexandre um passatempo “interessante, divertido e excitante”.
A professora, Célia Cordeiro, avança que o jovem é “muito bom aluno” e já tem alguma “maturidade de pensamento”.

Foi um micaelense a arrecadar o primeiro prémio entre 10 mil concorrentes, num concurso de literatura infanto-juvenil, da Editora Gailivros, realizado a nível nacional.
Alexandre Melo Pacheco ganhou o Concurso Jovens Talentos 2007/2008. O jovem de 13 anos de idade e aluno do 8º ano da Escola Básica 2,3 da Maia, concorreu em conjunto com a professora de Língua Portuguesa, Célia Cordeiro, com um trabalho literário sobre a continuação das obras Eragon e Eldest, de Christopher Paolini.
A Câmara Municipal da Ribeira Grande decidiu apoiar a viagem do jovem estudante, para receber o prémio pelo trabalho “Eragon e Eldest, continuação...”, em Lisboa.
O aluno recebeu como prémios uma colecção completa Jovens Talentos, um DVD portátil e um cheque de 100 euros, que visa a aquisição de material didáctico-pedagógico na referida editora. A professora recebeu o mesmo pacote de prémios, à excepção do DVD portátil.
Alexandre Melo Pacheco, natural da Maia, diz não gostar muito de ler, só um “bocadinho”. No verão, então, afirma não ler “quase nada”, pois gosta mais de “praia e de outras actividades ao ar livre”.
O aluno explica que a professora convidou a turma para participarem no concurso e “apeteceu-me”. Referindo-se à possibilidade de ser escritor, revela que “talvez, anos mais tarde”, pois agora é um pouco “cedo” para falar no assunto. Além da literatura, revela que gostava de ser “gestor”, o que admite ser “complicado”.
A competição nacional diz ter corrido “bem”, avançando que ficou “contente” quando soube que tinha ficado em primeiro lugar, pois “gostei de ver os meus pais muito orgulhosos”.
O jovem aluno aproveita ainda a ocasião para dizer que “as pessoas devem ler, pois é um passatempo “interessante, divertido e excitante”.
Falando nos seus hábitos de leitura, salienta que, “normalmente”, lê os livros da Jovem Talentos. Actualmente, está a ler o Senhor dos Anéis e já leu a colecção d’“Os Cinco”. “Gosto de livros de aventuras, basicamente” - acentua.
Célia Cordeiro, professora de português de Alexandre, revela que o jovem é um aluno “muito bom”, que não tem “dificuldades de base” e possui “alguma maturidade”.
“Não podemos exigir demasiado, mas ele tem maturidade de pensamento, apesar de só ter 14 anos, e ideias muito claras”-sublinha, acentuando que Alexandre é dono de um discurso “bastante organizado, bem estruturado, claro e bastante perceptível” a qualquer leitor.
A docente conta que chegaram à escola panfletos com o concurso Jovens Talentos Edição 2007-2008 e no departamento de português pensaram em “apresentar as turmas para poderem concorrer”.
Diz ter quatro turmas a seu cargo, tendo-lhes feito a proposta, mas “apenas dois alunos de turmas diferentes lêem esse tipo de obras, o Alexandre Pacheco e o Rui Caneca”. Isto, pois, os livros são “bastante extensos, têm à volta de 500 a 600 páginas” - justifica, salientando que “somente os alunos que gostem muito de aventuras e que tenham um pensamento um pouco mais abstracto” lêem esse tipo de livros. Sendo o livro uma trilogia, o que “cria um certo “suspense”, o Alexandre “voluntariou-se” logo para escrever.
Quando receberam o prémio na cerimónia nacional, esclarece a professora, o editor revelou que o trabalho foi premiado em primeiro lugar, “entre 10 mil trabalhos”, o que, a seu ver, se torna “significativo”. O primeiro lugar coube ao Alexandre, o segundo a uma aluna de Monchique e o terceiro a uma aluna de Lisboa.
Quanto à escolha da obra, a professora explica que os concorrentes tinham de fazer um trabalho, acerca das obras que “fazem parte da colecção Jovens Talentos. “Dentro destas obras, os alunos baseavam-se num episódio ou podiam continuar qualquer uma das obras, que foi o que o Alexandre fez” – esclarece.
“O livro está muito ligado à aventura, personagens fantasma, é uma história do fantástico, do género do Senhor dos Anéis” - conclui.
Eragon, de Christopher Paolini, é um best-seller e constitui o primeiro volume da chamada Trilogia da Herança.
Estamos perante uma história repleta de acção, vilões perigosos e locais fantásticos, com dragões e elfos; cavaleiros; lutas de espadas; revelações inesperadas e; uma linda donzela capaz de cuidar de si própria. O segundo volume da trilogia intitula-se Eldest.
Quando Eragon encontra uma pedra azul polida na floresta, acredita que poderá ser uma descoberta bendita para um simples rapaz do campo. Talvez sirva para comprar carne para manter a família durante o Inverno. Mas quando descobre que a pedra transporta uma cria de dragão, Eragon depressa se apercebe de que está perante um legado tão antigo como o próprio Império.
De um dia para o outro, a sua vida muda radicalmente e ele é atirado para um perigoso mundo novo de destino, de magia e de poder. Empunhando apenas uma espada legendária e levando os conselhos dum velho contador de histórias como guia, Eragon e o jovem dragão terão de se aventurar por terras perigosas e enfrentar inimigos obscuros, dum Império governado por um rei cuja maldade não conhece fronteiras.
Em Eldest, o segundo volume, Eragon e o seu dragão Saphira, acabam de salvar o estado rebelde da destruição pelas forças poderosas do Rei Galbatorix, cruel governante do Império. Eragon deverá rumar agora a Ellesméra, terra dos Elfos, onde treinará ainda mais os seus poderes de Cavaleiro do Dragão: a magia e a destreza no manejo da espada. Muito em breve estará a caminho, na viagem da sua vida: os seus olhos abrem-se a novos lugares e a personagens terríveis, os seus dias enchem-se de novas aventuras. Mas o caos e a traição espreitam a cada esquina, e nada é o que parece ser. Não tarda, Eragon deixa de saber em quem confiar. Entretanto, o seu primo Roran terá de travar uma nova batalha – uma batalha que colocará Eragon num perigo maior.

Raquel Moreira
Public in Terra Nostra, Junho de 2008.

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